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Como enfrentar a Síndrome de Burnout nas empresas

O mercado de trabalho é um ambiente bem competitivo, e isso você já deve estar ciente. Mas o excesso de cobranças, onde a pressão e as demandas são constantes, podem ser prejudiciais para a principal ferramenta que uma empresa possui: o capital humano.

Esses excessos podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome de Burnout nas empresas. E isso tem se tornado um grande desafio tanto para os profissionais, como para os colaboradores. Pois esse estresse crônico afeta aspectos emocionais, mentais, e também o bem-estar geral de uma pessoa.

O Brasil ocupou a segunda posição nos casos de Burnout no ranking mundial, ficando atrás apenas do Japão, é o que aponta uma pesquisa de 2021 realizada pelo International Stress Management Association (ISMA-BR). 

Dito isso, ressaltamos a importância de reconhecer as causas e os sinais de alerta para o Burnout nas empresas. Além de pensar em estratégias para prevenção e tratamento.

Dessa forma, é fundamental aumentar a conscientização sobre a Síndrome de Burnout, para que as organizações possam criar ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis, priorizando o bem-estar dos colaboradores.

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout, também conhecido como “esgotamento profissional”, é um estado de exaustão física, mental e emocional que é resultado de uma exposição prolongada a situações de estresse no ambiente de trabalho. 

Essa condição é uma resposta extrema do corpo que pode afetar significativamente a saúde mental e o bem-estar de uma pessoa. 

Os principais sintomas da Síndrome de Burnout nas empresas podem incluir uma sensação persistente de esgotamento físico, mental e emocional, acompanhada por uma redução da eficácia profissional. Bem como perda de motivação, interesse e energia.

A Síndrome de Burnout estão geralmente associados:

  • a cargas excessivas de trabalho;
  • pressão constante;
  • falta de reconhecimento;
  • falta de controle sobre as tarefas;
  • ambientes de trabalho tóxicos;
  • falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O que causa o Burnout no ambiente de trabalho?

Existem diversas causas que contribuem para o desenvolvimento do Burnout. Entender esses gatilhos é crucial para evitar que esse distúrbio se desenvolva na sua empresa, bem como encontrar soluções eficazes para esse problema.

Aqui estão algumas das principais causas da síndrome de Burnout nas empresas:

Carga excessiva de trabalho: a sobrecarga constante de tarefas e responsabilidades, a expectativa de realizar mais do que é razoável possível em um período determinado pode levar à exaustão física e mental.

Pressão constante: ambientes de trabalho onde a pressão é uma constante, seja devido a prazos apertados, metas inatingíveis ou expectativas irrealistas, podem criar um cenário propício para a Síndrome de Burnout.

Falta de controle e autonomia: a falta de controle sobre o próprio trabalho e a ausência de autonomia na tomada de decisões podem gerar sentimentos de impotência, contribuindo para o desgaste profissional.

Falta de reconhecimento e recompensa: a ausência de reconhecimento e recompensa pelos esforços também podem levar à desmotivação e à sensação de desvalorização.

Clima organizacional desgastante: ambientes de trabalho com relações interpessoais difíceis, conflitos frequentes podem contribuir para o estresse.

Insegurança no emprego: instabilidade econômica, reestruturações organizacionais frequentes ou ameaças de demissão podem criar um ambiente de ansiedade constante.

Falta de recursos e ferramentas adequadas: tecnologia desatualizada ou ferramentas inadequadas para realizar as tarefas podem aumentar a carga de trabalho e criar frustrações.

Expectativas irrealistas: tanto impostas externamente quanto autoimpostas, podem criar um ciclo de insatisfação constante, à medida que é difícil alcançar metas inatingíveis.

Como as empresas têm tratado o Burnout?

O termo Burnout é conhecido desde meados dos anos 1970, mas esse tema ficou em mais evidência recentemente, principalmente após a pandemia decorrente da Covid-19, o coronavírus.

O aumento desse fenômeno é bastante considerável, pois de acordo com o Jornal USP que apresenta uma pesquisa da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) que aponta que a síndrome atinge cerca de 30% dos trabalhadores no Brasil.

E com essa dimensão, atualmente, a abordagem das empresas em relação à Síndrome de Burnout tem evoluído à medida que a conscientização cresce. 

Dessa forma, muitas organizações já reconhecem a gravidade e os impactos do Burnout, e já estão implementando estratégias para lidar com essa questão e outras mais relacionadas à saúde mental e qualidade de vida dos colaboradores.

O que fazer com um funcionário com Síndrome de Burnout?

Ao lidar com um funcionário enfrentando a Síndrome de Burnout, é importante saber como abordar corretamente esse problema. Para isso, separamos aqui, algumas dicas de estratégias para enfrentar esse desafio.

Identificação de causas

O primeiro passo é investigar o que causou essa situação. Então, é importante identificar as fontes específicas de estresse, e assim poder agir diretamente nas raízes do problema para poder realizar intervenções eficazes.

Mesmo que um funcionário seja afastado por Burnout, ele não poderá voltar, quando recuperado, para a mesma rotina de estresse crônico. Por isso, essa identificação é fundamental para poder determinar um plano de ação para resolver esse problema e evitar novos casos de síndrome de Burnout nas empresas.

Apoio profissional

É importante oferecer, para o colaborador que desenvolveu a síndrome de Burnout, um apoio especializado, como psicólogos ou terapeutas. Proporcionar esse acesso do funcionário a uma assistência especializada é fundamental nesse momento.

Pois esses profissionais podem oferecer orientação, estratégias de enfrentamento e apoio emocional durante o processo de recuperação.

Plano de recuperação

Desenvolver planos personalizados é uma prática que pode ser fundamental para a recuperação do funcionário. É importante pensar em estratégias para gerenciar o estresse e possíveis ajustes nas responsabilidades

Monitoramento

As empresas têm estabelecido mecanismos de monitoramento para avaliar continuamente o bem-estar dos colaboradores. E isso é fundamental, principalmente na recuperação de colaboradores afetados pelo Burnout.

Realizar avaliações regulares e acompanhamento das mudanças no comportamento e desempenho do colaborador, além de manter uma comunicação aberta para identificar qualquer sinal de recaída. 

Políticas de saúde mental

Elaborar políticas de saúde mental na cultura organizacional é uma medida preventiva e de suporte fundamental. 

Estabelecer ações que promovam a conscientização sobre a importância da saúde mental, incentivem a busca por ajuda é fundamental para criar um ambiente de trabalho mais saudável.

Como prevenir a síndrome de Burnout no ambiente de trabalho?

A prevenção é a melhor abordagem para lidar com esse problema. As empresas que estão comprometidas com o bem-estar de seus colaboradores devem estar atentas aos sinais de Burnout. 

Para isso, é importante entender que a prevenção requer uma abordagem holística que atinja diversos aspectos do ambiente organizacional. Então, veja aqui algumas estratégias para prevenir a síndrome de Burnout nas empresas:

Gerenciamento de Carga de Trabalho

Um dos pontos de maior atenção na prevenção do Burnout é uma gestão da carga de trabalho mais responsável. Isso envolve a distribuição de tarefas de forma mais justa, assim como a definição de metas realistas e a criação de um ambiente que promova maior autonomia.

Evitar sobrecarregar os membros da equipe é essencial para preservar sua energia e garantir a motivação deles.

Promoção da saúde mental

Incentivar o cuidado com a saúde mental é uma estratégia muito eficiente. Isso pode incluir a criação de programas que incentivam práticas saudáveis, como a prática de exercícios físicos, técnicas de relaxamento e a promoção de uma cultura que valorize a pausa para o autocuidado, por exemplo.

Treinamento em gerenciamento de estresse

Oferecer treinamento para que os colaboradores consigam gerenciar o estresse é uma ferramenta valiosa na prevenção do Burnout. Esse programa capacita os colaboradores a reconhecerem os sinais de estresse e trabalhar estratégias de enfrentamento eficazes.

Assim, é possível promover a resiliência diante das pressões do trabalho. Isso é muito interessante para ajudá-los tanto na sua rotina profissional, quanto na pessoal, potencializando o cuidado da saúde mental.

Acesso a recursos de saúde mental

Disponibilizar o acesso dos seus funcionários a recursos de saúde mental deve ser uma prioridade, quando falamos em prevenção da Síndrome de Burnout nas empresas.

Essa estratégia pode incluir serviços de aconselhamento, parcerias com profissionais de saúde mental, entre outros recursos. Estabelecer uma rede de suporte profissional disponível para os colaboradores reforça a mensagem de que a saúde mental é uma prioridade.

Políticas de equilíbrio trabalho-vida pessoal

Desenvolver e implementar políticas que promovam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal pode ser uma das melhores estratégias. Pois é preciso conscientizar os profissionais a separar o trabalho e a vida fora da organização.

É importante que os colaboradores se desliguem das suas responsabilidades organizacionais quando estiverem fora do horário de trabalho, ou de férias, por exemplo. 

Para isso, a empresa pode oferecer flexibilização de horários, a promoção do trabalho remoto e a criação de um ambiente que valorize a importância do tempo dedicado à família, lazer e descanso.

O cuidar dos colaboradores é um dos papéis da gestão de pessoas. É importante investir em estratégias eficientes para garantir que cada funcionário possa ter a melhor performance e contribuir com melhores resultados para a organização.

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