Durante os processos seletivos, o RH precisa utilizar diversas ferramentas para analisar as competências dos candidatos e garantir que está fazendo boas contratações. Mas para isso, é preciso avaliar o conjunto completo, que inclui as características comportamentais dos profissionais.
É indispensável realizar a avaliação comportamental das pessoas candidatas, pois é necessário garantir a aquisição de pessoas alinhadas à cultura da empresa. Além disso, conhecendo bem esse perfil, é possível aumentar a retenção de colaboradores.
Existem diversas formas de avaliar o perfil comportamental das pessoas candidatas, e o modelo Big Five pode ser bem interessante. Essa é uma avaliação de personalidade confiável e bastante aplicada no mundo todo.
O modelo Big Five é baseado em pesquisas que identificaram cinco principais traços de personalidade que são considerados as dimensões fundamentais de um indivíduo. Entenda melhor sobre esse modelo e como incluir nos seus processos de recrutamento e seleção.
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O modelo Big Five, também chamado de os “Cinco Grandes Fatores”, é uma avaliação de personalidade. Esse processo é um conjunto de instrumentos e questionários que vão ajudar a medir os cinco fatores de personalidade do modelo Big Five (que vamos explorar mais a frente):
O objetivo do Big Five é compreender as características individuais da personalidade de uma pessoa. Isso porque, a avaliação defende que todos têm as cinco características, mas uma ou mais delas se destacam em comparação com as outras.
A avaliação é usada em vários contextos, como seleção de candidatos, para treinamento e desenvolvimento de funcionários, aconselhamento psicológico e orientação vocacional.
Os resultados dessa avaliação fornecem informações úteis para compreender melhor a personalidade de uma pessoa, suas preferências comportamentais e áreas potenciais de desenvolvimento.
Portanto, não existe esse negócio de “melhor” ou “pior”. Cada traço tem suas vantagens e desvantagens, e o que importa é como esses traços se ajustam aos diversos contextos da vida pessoal e profissional. Além disso, a personalidade pode mudar ao longo da vida com a influência de experiências e crescimento pessoal.
Os cinco fatores da personalidade é uma teoria que busca descrever e categorizar os principais traços da personalidade humana. Esses fatores funcionam como uma estrutura para analisar e entender melhor as características comportamentais e emocionais de cada indivíduo.
Elas são divididas em cinco:
Através do modelo Big Five, podemos compreender melhor a diversidade de personalidades existentes e como elas se manifestam em diferentes contextos e situações.
Esse modelo de avaliação é muito usado no campo da psicologia e também nos Recursos Humanos. O Big Five é uma avaliação que possui base científica e, por isso, é uma abordagem sólida e confiável.
Aplicar e analisar essa avaliação é algo bem simples. Existem diversos sistemas que automatizam e padronizam esse teste para facilitar seu entendimento. E por ser um modelo de avaliação simplificado, pode ser aplicada a diversas situações.
É importante usar essa metodologia, pois ela dispõe uma previsibilidade em relação aos comportamentos e reações das pessoas em diferentes situações. Com essa visão fica mais fácil tomar decisões como, por exemplo, relacionadas a recrutamento, formação de equipes e gerenciamento de desempenho.
Então, você deve usar o Big Five para alinhar suas equipes, encaixar profissionais nos cargos certos e contratar pessoas candidatas mais alinhadas à sua cultura.
Os traços de personalidade do modelo Big Five são como umas “peças” que formam a personalidade de cada pessoa. São cinco traços principais que podem nos ajudar a entender porque agimos de maneira A e reagimos de um jeito B.
Cada traço descreve diferentes aspectos do nosso comportamento e emoções. Eles têm um papel importante na forma como nos comportamos, nos relacionamos com os outros e enfrentamos os desafios da vida.
Veja a seguir como são cada um desses traços, para entender melhor o que eles significam. Confira!
Esse é um traço que aponta o interesse por novas vivências e ideias, com forte uso da imaginação, muita curiosidade e experiências em geral. A abertura à experiência pode influenciar diversos aspectos, como suas escolhas de carreira, sua disposição para viajar e experimentar coisas novas, e até mesmo nos seus valores pessoais.
Pessoas com alta abertura à experiência tendem a ser mais imaginativas, criativas e apreciam a arte, a música, a cultura e a diversidade. São pessoas abertas a novas perspectivas e ideias inovadoras, buscando constantemente novos desafios e oportunidades de aprendizado.
Geralmente, essas pessoas têm uma mente flexível e não têm medo de sair da zona de conforto e se adaptam bem a novas situações. Estão, também, mais propensas a pensar fora da caixa e encontrar soluções originais para os desafios.
Já as pessoas com baixa abertura à experiência são geralmente mais tradicionais, práticas e preferem o familiar ao invés do desconhecido. Elas tendem a ser mais céticas e podem se sentir desconfortáveis com mudanças radicais ou situações inesperadas.
Por isso, geralmente são mais estáveis e confiáveis em situações que exigem rotina e consistência.
Essa característica trata da autodisciplina, organização, da capacidade para cumprir regras e ser objetivo. Dessa forma, quem possui alta escrupulosidade é geralmente organizado, tende a ser confiável, persistente e dedicado a cumprir seus compromissos.
No ambiente de trabalho, por exemplo, a escrupulosidade está associada a um maior desempenho e cumprimento de prazos. Além disso, essas pessoas se dão bem em funções que requerem atenção aos detalhes e responsabilidade.
Por outro lado, pessoas com baixa escrupulosidade podem ser mais relaxadas em relação à organização e prazos. Elas podem ser menos planejadas em suas atividades e podem ter uma abordagem mais flexível em relação às suas responsabilidades.
A extroversão fala muito sobre a capacidade de socialização. Esse aspecto descreve o grau em que uma pessoa é extrovertida, sociável, comunicativa e busca interação social. Esse fator tem um impacto significativo na forma como uma pessoa se relaciona com os outros e enfrenta as situações sociais.
Indivíduos com alta extroversão tendem a ser mais abertos, expressivos e energizados quando estão em ambientes sociais. Eles gostam de estar cercados de pessoas, participar de eventos sociais e se sentem à vontade em grupo.
Essas pessoas costumam ser falantes, têm facilidade em fazer amizades e tendem a expressar muito bem suas emoções e opiniões. Elas podem se destacar em cargos que exigem interação com outras pessoas, como vendas, marketing e liderança de equipe.
Em outro extremo, pessoas com baixa extroversão são mais introvertidas, reservadas e preferem ambientes mais tranquilos e atividades solitárias. Elas podem se sentir sobrecarregadas em situações sociais intensas.
Muitas vezes, são compreendidas como tímidas, mas, na verdade, essas pessoas precisam apenas de menos estimulação social. E por isso, trabalham muito bem sozinhos.
Esse aspecto do Big Five descreve o grau em que uma pessoa é amável, cooperativa, compassiva e empática. A amabilidade pode ter um impacto significativo nas relações interpessoais e na forma como uma pessoa se comporta.
Portanto, indivíduos com alta amabilidade tendem a ser mais altruístas, prestativos e preocupados com o bem-estar dos outros. Além de ter habilidades interpessoais desenvolvidas. Eles têm uma disposição positiva e são mais inclinados a colaborar e ajudar as pessoas ao seu redor.
Já pessoas que têm o traço da amabilidade baixo, podem ser mais competitivas, mais focadas em seus próprios interesses. Geralmente são bastante desconfiados e tendem a ser pouco cooperativos.
O traço neuroticismo ou estabilidade emocional está relacionado ao grau de estabilidade emocional de uma pessoa e sua capacidade de lidar com o estresse e as emoções negativas. Esse aspecto influencia na forma como as pessoas lidam com as emoções e os desafios da vida.
Por isso, indivíduos com alta pontuação nesse fator tendem a ser emocionalmente estáveis, confiantes e têm uma maior capacidade de lidar com situações desafiadoras. Elas têm uma atitude mais positiva diante da vida e são menos propensas a sentir ansiedade e insegurança.
Pessoas emocionalmente estáveis tendem a se adaptar melhor às mudanças e a manter uma visão mais equilibrada e otimista.
Por outro lado, pessoas com baixa estabilidade emocional, ou alta pontuação em neuroticismo, podem ser mais emocionalmente instáveis. Tendem a apresentar maior reatividade e estresse. Frequentemente, são pessoas de comportamento imprevisível.
Além disso, elas têm dificuldades para superar obstáculos, e podem interpretar situações normais como ameaçadoras. Bem como, são propensas a sentir emoções negativas intensamente.
O modelo Big Five pode ser uma ferramenta importante para a gestão de pessoas na empresa. Pois, essa avaliação contribui muito para uma gestão de talentos eficiente e uma compreensão mais profunda dos colaboradores.
Dessa maneira é possível tomar decisões mais embasadas e alinhadas com os objetivos organizacionais. Algumas das principais aplicações do Big Five pelo RH incluem:
A aplicação da avaliação do Big Five pode ajudar a prever o comportamento de uma pessoa no ambiente de trabalho. Com as informações desse teste comportamental é possível identificar como ele lida com colegas, gerenciar o estresse, se adapta a mudanças e se compromete com suas tarefas.
Isso facilita na hora de fazer uma contratação ou mudança de equipe. Assim, é possível ajustar melhor os times e alinhar melhor a organização, extraindo o melhor de todos os colaboradores.
Ao analisar os traços de personalidade do Big Five você consegue avaliar também as competências e habilidades das pessoas. Isso é muito interessante para criar e planejar programas de desenvolvimento e treinamentos específicos.
Outro ponto importante que o modelo Big Five pode auxiliar é fornecer aos gestores conhecimentos sobre os traços de personalidade dos colaboradores que podem ajudar a tomar decisões mais embasadas sobre promoções.
Assim é possível identificar se a pessoa candidata para a promoção possui as características necessárias para assumir novas responsabilidades.
Entender a dinâmica dos traços de personalidade pode facilitar o processo de team building, formando equipes mais alinhadas, equilibradas e complementares. Além disso, o modelo Big Five pode ser útil ao realocar colaboradores em diferentes áreas da empresa, buscando um melhor ajuste.
O Big Five é utilizado em processos de recrutamento e seleção para avaliar a adequação do candidato ao cargo e à cultura organizacional. Dessa forma, é possível identificar talentos com maior aderência e com maior probabilidade de se destacar no trabalho.
Essa avaliação é uma ótima ferramenta para filtrar os candidatos de acordo com o comportamento mais compatível para cada vaga. Por esse motivo, durante a realização de entrevistas e demais testes, o RH pode aplicar a avaliação do modelo Big Five.
Com isso, a partir dos dados coletados, o recrutador consegue identificar se determinado profissional é mais adequado para lidar com o público, por exemplo.
Assim, seu RH pode realizar contratações mais acertadas. O que é muito benéfico, pois, é possível montar equipes mais alinhadas e equilibradas, que devem ser capazes de alcançar resultados surpreendentes.
Aproveitando, que tal incluir nas avaliações dos seus processos seletivos a avaliação de competências? Baixe a planilha gratuitamente e conquiste contratações mais eficientes.